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CIVILIZAÇÃO BIZANTINA (IMPÉRIO ROMANO DO ORIENTE) {#}  escrito em quinta 27 agosto 2009 22:39

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CIVILIZAÇÃO BIZANTINA

(IMPÉRIO ROMANO DO ORIENTE)

 

já ouviu falar de Istambul, na Turquia? Pois bem essa cidade tem história!!!

 

No passado, ela era conhecida como Constantinopla, o principal centro econômico- político do que havia sobrado do Império Romano. Foi edificada na cidade grega de Bizâncio, entre os Mares Egeu e Negro, pelo imperador Constantino.( aí o motivo do nome da cidade ser Constantinopla).

 

Com uma localização tão estratégica, logo foi tornada na nova capital do império. Por estar entre o Ocidente e o Oriente, desenvolveu um ativo e próspero comércio na região, além da  produção agrícola, fazendo com que se destacasse do restante do império romano, que estava parado e na crise.

 

O Império Romano do Oriente tinha por base um poder centralizado e despótico, junto com um intenso desenvolvimento do comércio, que serviu de fonte de recursos para enfrentar as invasões bárbaras. Já  a produção agrícola usou grandes extensões de terra e trabalho de camponeses livres e escravos.

 

O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino conseguiu resistir às invasões bárbaras e ainda durou 11 séculos.

 

A mistura de elementos ocidentais e orientais só foi possível devido a intensa atividade comercial e urbana, dando grande esplendor econômico e cultural. As cidades tornaram-se bonitas e luxuosas, a doutrina cristã passou a ser mais valorizada e discutida em detalhes entre a sociedade.

 

De início, os costumes romanos foram preservados. Com direito a estrutura política e administrativa, o idioma oficial foi o latim. mas depois tudo isso foi superado pela cultura helenística( grega-asiática). Com esse impulso o grego acabou se tornando o idioma oficial, no séc. VII.

 

Um forte aspecto da civilização bizantina foi o papel do imperador, que tinha poderes tanto no exército como na igreja, sendo considerado representante de Deus aui na terra,( não muito diferente de outras civilizações!!). o mais destacado imperador foi: Justiniano.

 

Era de Justiniano(527-565)

 

Depois da divisão do império romano, pelo imperador Teodósio em 395, dando a parte ocidental para seu filho Honório e a parte oriental para o outro Arcádio. Com essa divisão, criou-se muitas dificuldades entre os imperadores para manter um bom governo, principalmente devido as constantes invasões bárbaras. Por isso no século V, com o imperador Justiniano que o  Império Bizantino se firmou e teve seu apogeu.

 

Com Justiniano, as fronteiras de império foram ampliadas, com expedições que foram até à Península Itálica, Ibérica e ao norte da África . claro que com tantas conquistas houve muitos gastos! Logo já que os gastos aumentaram, os impostos também e isso serviu de estopim para estourar diversas revoltas , da parte dos camponeses, que sempre ficava com a pior parte- ou o pagamento de impostos abusivos ou o trabalho pesado.

 

Uma destas , foi a Revolta de Nika,em 532,mas logo foi suprimida de maneira bem violenta pelo governo. Com a morte de 35 mil pessoas.

 

Mas a atuação de Justiniano foi mais expressiva dentro do governo. Um exemplo, entre 533 e 565, iniciou-se a compilação do direito romano. Este era dividido em:

 

>código: conjunto das leis romanas a partir do século II.

>digesto: comentários de juristas sobre essas leis.

> institutas: princípios fundamentais do direito romano.

>novelas: novas leis do período de Justiniano.

 

E tudo isso resultou no: corpo do direito civil, no qual serviu de base para códigos e leis de muitas nações à frente. Resumindo: essas leis determinavam os poderes quase ilimitados do imperador e protegiam os privilégios da igreja e dos proprietários de terras ,deixando o resto da população à margem da sociedade.

 

Na cultura, com Justiniano teve a construção da Igreja de Santa Sofia, com seu estilo arquitetônico próprio – o bizantino – cujo o esplendor representava o poder do Estado  junto com a força da Igreja Cristã.

 

Na política, após a revolta de Nika, Justiniano consolidou seu poder monárquico absoluto por meio do cesaropapismo.

 

 Cesaropapismo: ter total chefia do estado ( como César) e da igreja( como  o papa).

 

GRANDE CISMA

 

Essa supremacia sobre o imperador sobre a igreja causou conflitos entre o imperador e o Papa. Em 1054, ocorreu o cisma do oriente, dividindo a igreja Católica em duas partes:

 

Igreja Ortodoxa- com sede em Bizâncio, e com o comando do imperador bizantino.

Igreja Católica Apostólica Romana- com sede em Roma e sob a autoridade do Papa.

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A Santa Igreja Ortodoxa  escrito em quinta 27 agosto 2009 22:54

Blog de wandyckhistory2009 :Procura informações sobre a civilização bizantina? Seja Bem Vindo, A Santa Igreja Ortodoxa

«A religião da graça espalhou-se pela terra
e finalmente atingiu o povo russo.
O Deus gracioso que cuidou de todos os outros povos
não mais nos negligenciou.
É Seu desejo nos salvar e nos conduzir à razão.»

(Hilarião, Metropolita da Rússia, 1051-1054).

Cirilo e Metódio

Para Constantinopla a metade do nono século foi um período de intensa atividade missionária. A Igreja Bizantina, livre afinal da longa luta contra os iconoclastas, virou sua energia para a conversão dos Eslavos pagãos que estavam além das fronteiras do Império, ao norte e noroeste - morávios, búlgaros, sérvios e russos. Photius foi o primeiro Patriarca de Constantinopla a iniciar um trabalho missionário de larga escala entre os eslavos. Ele selecionou para a tarefa dois irmãos, gregos de Tessalônica, Constantino (826-869) e Metódio (815-885). Na Igreja Ortodoxa Constantino é usualmente chamado de Cirilo, nome que ele recebeu ao tornar-se monge. Conhecido na vida prévia como "Constantino o Filósofo," ele era o mais capaz entre os pupilos de Photius, e tinha familiaridade com uma grande linha de línguas, incluindo hebreu, árabe e até mesmo com o dialeto samaritano. Mas a qualificação especial que ele e seu irmão tinham era seu conhecimento de eslavônico: na infância eles aprenderam o dialeto dos eslavos nos entornos de Tessalônica, e eles podiam falar esse dialeto fluentemente.

A primeira jornada missionária de Cirilo e Metódio foi uma curta visita em torno de 860 aos Khazars, que viviam no norte da região do Cáucaso. Essa expedição não teve resultados permanentes, e alguns anos depois os khazars adotaram o judaísmo. O trabalho real dos irmãos começou em 863 quando eles foram para a Morávia (grosseiramente equivalente as atuais Tcheco e Eslováquia). Eles foram para lá atendendo ao apelo do Príncipe dessas terras, Rostislav, que pediu que missionários Cristãos fossem enviados, capazes de pregar para o povo em sua própria língua e de celebrar ofícios em eslavônico.

Serviços em eslavônico requeriam as Sagradas Escrituras em eslavônico e livros de ofício em eslavônico. Antes que eles partissem para a Morávia os irmãos envolveram-se num enorme trabalho de tradução. Eles precisaram primeiro inventar um alfabeto eslavônico adequado. Em suas traduções os irmãos usavam a forma de eslavônico que lhes era familiar desde a infância, que era o dialeto macedônio falado pelos eslavos que viviam em torno da Tessalônica. Desse modo o dialeto dos eslavos macedônios tornou-se o Eslavônico da Igreja, que permanece até os dias de hoje a linguagem litúrgica da Igreja Russa e de algumas outras Igrejas Ortodoxas eslavônicas.

Não se consegue super-avaliar a importância, para o futuro da Ortodoxia, das traduções para o eslavônico que Cirilo e Metódio levaram consigo quando deixaram Bizâncio para o norte desconhecido. Poucos eventos foram tão importantes na história missionária da Igreja. Desde o início os Cristãos eslavos gozaram de um precioso privilégio, que nenhum dos povos da Europa ocidental teve nessa época: eles ouviram o evangelho e os serviços numa língua que eles podiam entender. Diferentemente da Igreja de Roma no oeste com sua insistência no latim, a Igreja Ortodoxa nuca foi rígida em matéria de língua; sua política normal é celebrar os ofícios na língua do povo.

Na Morávia, assim como na Bulgária, a missão grega logo chocou-se com missionários alemães trabalhando na mesma área. As duas missões não só dependiam de Patriarcados diferentes, mas também trabalhavam com diferentes princípios. Cirilo e Metódio usavam eslavônico em seus ofícios, os alemães, latim, Cirilo e Metódio recitavam o Credo em sua forma original, os alemães introduziram o filioqüe. Para livrar sua missão da interferência alemã, Cirilo decidiu colocá-la sob a proteção imediata do Papa. A ação de Cirilo apelando a Roma mostra que ele não levava muito a sério a disputa entre Photius e Nicolau; para ele leste e oeste ainda estavam unidos como uma única Igreja, e não era uma questão de primária importância se ele dependia de Constantinopla ou de Roma, desde que ele pudesse continuar a usar o eslavônico nos ofícios da Igreja. Os irmãos viajaram para Roma em 868 e tiveram pleno sucesso em seu apelo. Adriano II, sucessor de Nicolau I, recebeu-os favoravelmente e deu total suporte para a missão grega, confirmando o eslavônico como a língua litúrgica da Morávia. Ele aprovou as traduções dos irmãos, e colocou cópias dos livros de ofícios em eslavônico nos altares das principais Igrejas da cidade.

Cirilo morreu em Roma (869), mas Metódio retornou à Morávia. É triste dizer isto, os alemães ignoraram a decisão do Papa e obstruíram Metódio de toda a forma possível, até colocando-o na prisão por mais de um ano. Quando Metódio morreu em 885, os alemães expeliram seus seguidores da Morávia, vendendo numerosos como escravos. Traços da missão eslavônica permaneceram na Morávia por mais dois séculos, mas foram finalmente erradicados; e o Cristianismo na sua forma ocidental, com cultura latina e língua latina (e lógico o filioqüe), implantou-se. A tentativa de fundar uma Igreja eslavônica nacional na Morávia resultou em nada. O trabalho de Cirilo e Metódio, então pareceu ter terminado em fracasso.

No entanto, de fato, não foi assim. Outros povos, para os quais os irmãos não pregaram pessoalmente, beneficiaram-se do trabalho deles, mais notavelmente búlgaros, sérvios e russos. Bóris, Khan da Bulgária, como já vimos, oscilou algum tempo entre o leste e o oeste, mas finalmente aceitou a jurisdição de Constantinopla. Os missionários bizantinos na Bulgária, no entanto, não tendo a visão de Cirilo e Metódio, de início usaram grego nos ofícios da Igreja, uma língua tão ininteligível como latim para o búlgaro comum.

Mas depois de sua expulsão da Morávia, os discípulos de Metódio foram naturalmente para a Bulgária, e ali introduziram os princípios empregados na missão morávia. Grego foi substituído pelo eslavônico, e a cultura Cristã de Bizâncio foi apresentada aos búlgaros em forma eslavônica que eles podiam assimilar. A Igreja búlgara cresceu rapidamente. Em torno de 926, durante o reinado do Tsar Simeão o Grande (reinou 823-927), um Patriarcado Búlgaro independente foi criado, e foi reconhecido pelo Patriarcado de Constantinopla em 927. O sonho de Bóris — uma Igreja autocéfala própria — tornou-se realidade antes de meio século depois de sua morte.

Missionários bizantinos foram também para a Sérvia, que aceitou o Cristianismo na segunda metade do século nono, entre 867-874. A Sérvia também oscilou entre o Cristianismo do leste e o do oeste, mas depois de um período de incerteza segui o exemplo da Bulgária e não da Morávia, e aceitou a jurisdição. Também na Sérvia os livros de ofícios em eslavônico foram introduzidos e desenvolveu-se uma cultura eslavônica-bizantina. A Igreja Sérvia ganhou uma independência parcial sob São Savas (1176-1235), o maior dos santos nacionais sérvios, que em 1219 foi consagrado em Nicéia como Arcebispo da Sérvia. Em 1346 foi criado um Patriarcado Sérvio, que foi reconhecido pela Igreja de Constantinopla em 1375.

A conversão da Rússia também é devida ainda que indiretamente ao trabalho de Cirilo e Metódio, mas isso falaremos na próxima seção do livro. Com búlgaros, sérvios e russos como suas "crianças espirituais," os dois gregos inquestionavelmente merecem seu título, "Apóstolos dos Eslavos."

Outra nação Ortodoxa nos Balcãs, Romênia, tem uma história mais complexa. Os romenos, ainda que influenciados pelos seus vizinhos eslavos, são primariamente latinos em língua e caráter étnico. A Dácia, correspondendo a parte da moderna Romênia, foi uma província romana entre 106-271; mas as comunidades Cristãs ali fundadas nesse período parecem ter desaparecido depois da retirada romana. Parte do povo romeno aparentemente foi convertido ao Cristianismo pelos búlgaros no final do século nono ou começo do décimo século, mas a conversão completa dos dois principados romenos de Walaquia e Moldávia, só ocorreu no século catorze. Aqueles que pensam que a ortodoxia como sendo exclusivamente "do leste," com caráter grego e eslavo, deveriam prestar atenção no fato de que a Igreja Romena, a segunda maior Igreja Ortodoxa hoje em dia, é predominantemente latina.

Bizâncio conferiu dois presentes aos eslavos: um sistema completamente articulado de doutrina Cristã e uma civilização Cristã completamente desenvolvida. Quando a conversão dos eslavos começou no século nono, o grande período de controvérsias doutrinais, a era dos Sete Concílios, chegarem ao fim; as principais linha da fé — as doutrinas da Trindade e da Encarnação -já haviam sido trabalhadas, e foram entregues aos eslavos na sua forma definitiva. Talvez seja por isso que as Igrejas eslavônicas produziram poucos teólogos originais, sendo que as disputas religiosas que surgiram nas terras eslavônicas usualmente não foram de caráter dogmático. Mas essa fé na Trindade e na Encarnação não existiu num vácuo; com ela ia toda uma cultura e civilização, e isso também os missionários gregos trouxeram com eles de Bizâncio. Os eslavos foram Cristianizados e civilizados ao mesmo tempo.

Os gregos comunicaram essa fé e essa civilização não com uma roupagem estrangeira, mas sim com uma roupagem eslava (aqui as traduções de Cirilo e Metódio foram de capital importância); o que os eslavos tomavam emprestado de Bizâncio, a seguir eles eram capazes de fazer por si próprios. A cultura bizantina e a fé Ortodoxa se de início ficaram limitadas às classes dirigentes, com o tempo tornaram-se parte integral da vida diária do povos eslavônicos como um todo. A ligação entre a Igreja e o povo foi tornada ainda mais firme pelo sistema de se criar Igrejas nacionais independentes.

Certamente essa forte identificação da Ortodoxia com a vida do povo, e em particular o sistema de Igrejas nacionais, tiveram conseqüências desafortunadas. Porque Igreja e nação estiveram tão fortemente associados, os Ortodoxos eslavos freqüentemente confundiram as duas coisas e fizeram a Igreja servir aos fins de políticas nacionais; eles algumas vezes tenderam a pensar em sua fé como primariamente sérvia, russa, ou búlgara, e esqueceram que ela era primariamente Ortodoxa e Católica. Nacionalismo tem sido o veneno da Ortodoxia pelos últimos dez séculos. Apesar disso, a integração da Igreja e do povo provou no fim ser imensamente benéfica. O Cristianismo entre os eslavos tornou-se na verdade a religião de todo povo, uma religião popular no verdadeiro sentido. Em 1949 os comunistas da Bulgária editaram uma lei que definiu: "A Igreja Ortodoxa búlgara é na forma, na substância e no espírito uma Igreja Democrática Popular." Tire-se as palavras de suas associações políticas, e por trás delas está uma importante verdade.

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“Invasões bárbaras”  escrito em quarta 09 setembro 2009 22:41

Blog de wandyckhistory2009 :Procura informações sobre a civilização bizantina? Seja Bem Vindo, “Invasões bárbaras”

INVASÕES BÁBARAS

 

Os povos germânicos contribuíram muito para o fim do império Romano do Ocidente. entre estes povos estavam: Francos,Lombardos,Visigodos,Ostrogodos, Anglos, Saxões,Vândalos,Suevos e Burgúndios.

 

Estes povos eram chamados bárbaros, porque tinham costumes sociais, políticos e econômicos diferentes dos de Roma. Além de usarem  idiomas diferentes do grego e do romano.

 

Os germânicos entraram no território por duas formas:

 

» migrações: eram incentivados pelos romanos que visavam os jovens germânicos para reforço no exército no controle das fronteiras.

 

» Invasões: feitas de maneira violenta, com intenção de expulsar os romanos e tomar suas terras.

 

As migrações foram durante os séculos III – IV. As invasões já foram mais adiante , a partir do século V.

 

Um dos fatores que impulsionaram as invasões germânicas foi  a chegada dos hunos ( mongóis) à Europa. Estes vindo da Ásia , começaram a invadir vários territórios germânicos, obrigando-os a entrar no domínio Romano.

 

Os hunos aniquilaram os  Ostrogodos em 375. e logo em seguida os Visigodos. Para fugir deles o chefe dos visigodos pediu permissão ao imperador romano para entrar no seu território. Esta permissão foi concedida e para arrependimento do imperador romano, os germânicos entraram e saquearam e destruíram muitas das cidades e aldeias romanas.

 

A maioria dos reinos bárbaros tiveram vida curta. Somente os Francos conseguiram se organizar, estruturar e expandir seus domínios.

 

REINO FRANCO

 

Os francos já faziam incursões desde o século II, no território da Gália, que era do império romano.  A diferença deles para os outros povos bárbaros foi  justamente a sólida estrutura política que ajudou na expansão.

 

Algumas dinastias se destacaram. A primeira foi a  Merovíngia. Foi nesta que começou a expansão do império Franco. Anexando vários territórios vizinhos. Seu rei Clóvis(482-511), converteu-se para o cristianismo e promoveu uma aliança com a igreja.

 

Isso favoreceu ambas as partes. Pois de um lado o Papa fortaleceu o poder do rei e por outro o Papa teve o apoio  político  e militar contra os imperadores bizantinos.

 

Clóvis, era neto de Meroveu ( primeiro líder dos francos). Depois da morte de Clóvis, seus quatro filhos dividiram o reino , enfraquecendo-o politicamente. A reunificação só ocorreu no reinado de Dagoberto( 629-639).

 

Mas seus sucessores, não foram muito exemplares como governantes. Não estavam tão preocupados com a administração do reino, levavam uma vida desregrada, em prazeres e divertimento, por isso passaram a ser conhecido por  reis indolentes.

 

Na prática quem governava o reino era um alto funcionário da corte, o prefeito do palácio ou mordomo do paço . este sim desempenhava o papel de verdadeiro rei.

 

O mais famoso deles foi Carlos Martel (714-741), que conseguiu deter a invasão mulçumana na Europa, vencendo-os em Poiters, em 732.

 

Após sua morte, seus poderes políticos foram passados a seu  filho, Pepino, o Breve. Em 751, ele destronou o rei Childerico III, o último rei merovínio e fundou a dinastia Carolíngia.

 

Foi reconhecido rei pelo Papa. por isso lutou contra os lombardos, povo que ameaçava o poder da igreja. Na vitória cedeu o território de Ravena e reforçou o poder temporal da igreja. Isso tudo deu origem ao Patrimônio de São Pedro, que se tornou o estado da igreja católica.

 

IMPÉRIO DE CARLOS MAGNO

 

O império carolíngio não tinha sede fixa. Ela era onde o rei e sua corte se encontravam. Embora a cidade onde o rei passava mais tempo era Aquisgrã,no palácio das fontes de águas quentes.

 

Em 768, Carlos Magno, assumiu o trono e governou até 814. realizou muitas conquistas, expandindo as fronteiras do império. Com isso Carlos garantiu a dependência entre poder central e nobreza. Porque parte  das terras conquistadas eram doadas à aristocracia que por sua vez tinha um compromisso de lealdade para o rei-susserano.

 

As vitórias de Carlos Magno expandiram não só seu território mas também a fé católica sobre as outras religiões.

 

Suas maiores conquistas foram:

 

» 773 - derrotou os lombardos anexando em seu território o norte da Itália.

» 778 – estabeleceu uma posse franca na Espanha.

» 804 – submeteu os saxões que haviam no norte do seu reinado.

 

O êxito de suas conquistas teve o apoio da igreja. Em 800, Carlos Magno recebeu do Papa Leão III a bandeira de Santo Sepulcro, sendo aclamado ‘’ imperador dos romanos’’. Seu reino foi o mais extenso da Europa Ocidental.

 

A propriedade da terra era a fonte de riqueza e de prestígio.

 

Para administrar um império tão grande , Carlos Magno estabeleceu muitas normas escritas, as chamadas capitulares, que funcionavam como leis.

 

Entre os administradores estavam:

 

» Condes: responsáveis pelo cumprimento das capitulares e pela cobrança de impostos dos condados,ou seja, territórios do interior;

 

» Marqueses: cuidavam dos territórios situados na fronteira do império, ou seja, das marcas.

 

» Missi-dominici: inspetores do rei, que  viajavam por todo o reino para fiscalizar a atividade dos administradores locais.

 

Carlos Magno preocupou-se em promover o desenvolvimento cultural de seu reino. Então ele , apoiado por intelectuais, abriu escolas e mosteiros, apoiou a tradução e a cópia de manuscritos antigos e protegeu artistas.

 

Seu governo foi marcado por atividade intelectual nas áreas das letras, artes e educação. Isso foi chamado de Renascença Carolíngia, que contribuiu para a preservação e transmissão da cultura da antiguidade clássica.

 

Após a morte de Carlos Magno, em 814, o governo passou para seu filho Luis,O piedoso,que permaneceu no poder até 841. Isso mostra que o grande reino de Carlos Magno não durou muito. Porque já com os seus netos começaram as disputas.

 

Seus netos eram: Lotário, Carlos o calvo e Luis o Germânico. Depois que esgotaram o império os irmãos assinaram o  Tratado de Verdum(843).

 

Esse tratado dividia o reino em três partes.

 

A Luis coube a França Oriental( atual Alemanha);Carlos herdou a França Ocidental( atual França); Lotário  ficou com o território do centro da atual Itália até o Mar do Norte, que se chamou Lotaríngia.

 

Essa divisão do poder real e do território foi acompanhada de uma crescente autonomia e independência dos Condes.

 

A parte que ficou com Luis deu origem a um novo império, o Germânico. Até o século X, os grandes senhores feudais daquela região eram fiéis aos descendentes de Carlos Magno. Após o fim da dinastia Carolíngia, a Germânia passou a ser controlada por cinco famílias , onde o poder das terras ficaram divididas em cinco ducados:

 

Saxônia, Lorena, Francônia, Baviera e Suábia.

 

Entre estes reis não havia sucessão dinástica.

 

Os reis germânicos continuaram na tradição Carolíngia  e aliaram-se ao Papa, levando o nome do império para Sacro Império Romano- Germânico.

 

Este império durou até o início do século XIX, quando foi destruído pelas guerras napoleônicas.

 

E assim mais um império desaparece, deixando para as gerações seguintes sua cultura e personagens importantes para serem estudados e assim lembrados mais uma vez.

 

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Religião no império bizantino  escrito em quinta 11 março 2010 17:43

A religião bizantina foi constituída por uma grande diversidade de culturas como gregos, romanos, e povos do oriente. Ela foi muito importante para manutenção da sociedade. O cristianismo ocupava um grande destaque na vida dos bizantinos. Ele influência as pessoas desde seu comportamento rotineiro, até as grandes obras de arte feitas nesse período. As catedrais e os mosaicos bizantinos estão entre os mais belos do mundo. Era comum, observamos monges que ganhavam grandes quantidades de dinheiro com a venda de ícones religiosos, eles possuíam grande poder de influência para com a sociedade. Entretanto, o governo insatisfeito com essa situação acabou criando um obstáculo para os mesmos. As questões mais debatidas eram: Monofisismo: estes negavam a natureza terrestre de Jesus Cristo. Para eles Jesus possuía apenas a natureza divina, espiritual. Esse movimento teve início no século V com auge no reinado de Justiniano. Iconoclastia: para estes a ordem era a destruição das imagens de santos, e a proibição do uso delas em templos. Com base na forte espiritualidade da religião cristã oriental. Teve apoio no século VIII, com o imperador Leão II, que proibiu o uso de imagens de Deus, Cristo e Santos nos templos e teve forte apoio popular. Cesaropapismo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Cesaropapismo foi um sistema de relações entre a Igreja e o Estado em que ao chefe de Estado cabia a competência de regular a doutrina, a disciplina e a organização da sociedade cristã, exercendo poderes tradicionalmente reservados a suprema autoridade religiosa, unificando tendencialmente as funções imperiais e pontificiais em sua pessoa. Daí decorre o traço característico do cesaropapismo que é a subordinação da Igreja ao Estado que chegou a atingir as vezes formas tão extremas que levou a Igreja a adotar cânones proibindo o estado de exercer poder eclesiástico, isso no âmbito doutrinal da Igreja. A ideologia do cesaropapismo se assenta na idéia imperial política bizantina de querer usurpar a autoridade conciliar e o poder papal sobre a Igreja, na qual a política secular e religião são entidades indissolúveis em que o sagrado é parte do temporal, de que o Imperador ("chefe de Estado") é chefe da Igreja. Esse fenômeno é tipicamente cristão, dado que o evangelho distingue política de religião, não se aplicando a outras civilizações como a islâmica, chinesa, indiana, japonesa em que no passado e/ou no presente nunca houve tal distinção. O cesaropapismo somente existiu em ambientes históricos em que havia o Império e a Igreja em cena, e após o século XVI nos países protestantes. • Império Romano A conversão de Constantino Após adotar como manobra política o cristianismo, o imperador Constantino decretou o Édito de Milão, em 313. Além de reconhecer o cristianismo como religião legal e com liberdade de culto, Constantino assumiu uma postura "magisterial" ao bem comum (religião = cristianismo), isso no âmbito sociocultural; convictamente se opondo a qualquer discrepância teológica no cristianismo, religião no qual assumira como forma de unificar politicamente o Império. Nesta linha política, o imperador convocou o I Concílio de Niceia, em 325, para solucionar a questão do Arianismo. Em um processo que se acentuou nas décadas seguintes, o cristianismo se tornou a religião oficial em 380 e a única permitida em 392. O fim do Império Romano do Ocidente deteve um processo de controle Igreja pelo Estado no ocidente que havia se fortalecido com o tempo. Império Bizantino O imperador Justiniano I controlou a doutrina da Igreja em seu reinado Em sua história milenar, o Império Bizantino acentuou e concretizou o cesaropapismo em seu extremo. O imperador fez valer seu poder sobre a Igreja emanando normas, sancionando decretos dos concílios ecumênicos, convocando os tribunais eclesiásticos e determinando sua competência, cuidando da exata aplicação das leis canônicas, controlando a correta administração dos bens da Igreja, nomeando os titulares dos ofícios eclesiásticos (patriarca, arcebispos, bispos, abades). No Ocidente, a Igreja tinha a obrigação de informar ao imperador ou a seu representante na Itália, o exarca de Ravenna, o nome do papa eleito (quase sempre gregos ou sírios de nascimento), além de pagar um tributo correspondente. O imperador bizantino em sua longa história nomeou, do fim do Império Romano do Ocidente (476) até o século VIII, sempre os patriarcas dentre uma lista tríplice ou de sua livre vontade e os demais cargos eclesiásticos. A ele cabia julgar os titulares de cargos eclesiásticos podendo depô-los se assim quisesse(vários papas e patriarcas foram depostos pelo imperador). O caso mais célebre do poder sobre a Igreja aconteceu no reinado do imperador Leão III na questão iconoclasta em que o soberano proibiu o culto às imagens e ordenou a destruição delas em um contexto mais amplo de limitação do poder econômico dos monges. Houve mesmo um concílio ecumênico decretando essa proibição.
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